Dona Elenita na porta do Grapiúna
O Circo do Asfalto também se hospedou no Grapiúna

Elenita comanda o Hotel Grapiúna desde 1973. O nome do hotel foi sugerido por um cabalista a partir de um esquema numerológico.
As imagens que seguem remetem a um dia delicioso, quando pude compartilhar com minhas amigas Tamara e Solana um daqueles momentos eternos da vida. Um instante no tempo, agora congelado pelo olhar de um fotógrafo amador, um sujeito que não deixou de acreditar naquilo que sempre acreditou: solidariedade, fraternidade, amor, lealdade.
Aos amigos e amigas e também àqueles que porventura descubram este modesto blog e nele possam reconhecer também seus sonhos e ideais, dedico as imagens que seguem como um momento poético, para mim de profundo significado, em que eu expressei uma parte profunda de mim mesmo.
Sinto-me, hoje, renascido e, pela primeira vez em muito tempo, consegui acreditar novamente de maneira profunda em mim mesmo e nos meus ideais. Obviamente, não proclamo a pureza da alma nem a perfeição dos atos - mas compreendo que o caminho, às vezes pedregoso, pode sim ser recheado pelo perfume das rosas que adornam os espinhos da vida.
NO PELÔCuba? Não: Cachoeira.
Comprei uma caixa de charutos Talvis, além disso, perdi a conta de quantos fumei desde que cheguei em Salvador. Nunca estive em Havana, mas tenho a sensação de que a similaridade com Cuba e o Caribe em geral são intensas. Aqui, sempre houve conexões entre vários mundos: os católicos portugueses, os vários povos africanos, os povos indígenas, o mundo islâmico, judeus, os sertanejos, e as conexões que sempre existiram entre a América colonial. Cachoeira e São Félix são uma terra do samba-de-roda, que foi tombado como patrimônio imaterial da humanidade, e também de reggae e batuque, associado ao candomblé. Em Cachoeira nasceu e ainda vive Edson Gomes, um dos grandes nomes do reggae no Brasil. Kingstom, Havana, Brazzaville, no mesmo lugar e no mesmo instante.
Vestidos esvoaçantes e janelas coloridas.
O Rio Paraguassu é algo à parte, uma fonte de vida, uma imersão ao Tropicalismo, ao mais ancestral de nós. Viajar por suas águas é um encontro com um país que se revela. Descobrir o Brasil e deixar que ele se revele em seu estado mais natural. Águas, aves, peixes, coqueiros, árvores, palmeiras de dendê, velhos e fantasmagóricos engenhos de açucar, vilarejos pequeninos com casinhas de sapê e crianças sorridentes. Aqui também há a Barragem de Pedra de Cavalo, que dá água e luz para várias partes da Bahia e foi construída na época do "desenvolvimentismo" do Regime Militar. Hoje, pedalamos eu, Marcelo, Susan e nosso amigo Curto, que nos levou até a beira da Barragem, onde pudemos nos refrescar nas águas límpidas do Paraguassu.
Caranguejo, siri, caju com cachaça, pirão com dendê, farinha, carne de sol, acarajé, abará, maniçoba, moqueca e muita, muita pimenta. De barco, a pé ou de bicicleta. Comendo de mão ou de talher.
O gosto, o cheiro, a alma do Brasil.
E olhem: a próxima parada é nada menos do que o Sertão.
O trem na centenária Ponte Dom Pedro II, trazida do Canal de Suez pelo Imperador.
São Félix: outra pérola do Recôncavo Baiano
Poesia às margens do Paraguassu
Essa garotinha é realmente feliz.
Outro instantâneo: uma velha senhora costurando em Coqueiros.